Alterar uma macro de emulador Android que já funciona só para experimentar outra precisão, espera ou sequência cria um risco evitável: o teste e a referência conhecida passam a ocupar o mesmo arquivo. Se a configuração nova falhar, será preciso lembrar cada mudança para recuperar a versão estável.
O EmuloAgent oferece o comando Duplicar automação para esse cenário. Ele cria uma macro separada, com identidade e arquivos de imagem próprios, mantém a origem intacta e seleciona a nova entrada para edição. Assim, a duplicação serve para criar variantes controladas, não apenas para acumular cópias.
Este guia mostra o que a duplicação preserva, o que ela não herda de propósito e como validar o resultado antes de usá-lo numa rotina recorrente.
Duplique a macro inteira quando a referência importa
Duplique uma macro quando o novo trabalho deve começar com toda a estrutura de uma automação existente. Alguns usos práticos:
- testar uma precisão de imagem mais rígida sem mudar o fluxo estável;
- adaptar uma jornada conhecida para outro tema ou idioma do app;
- experimentar esperas diferentes ao redor de uma transição lenta;
- criar uma versão curta de diagnóstico para uma rotina longa;
- preservar uma referência enquanto vários passos são reorganizados.
Se o destino precisa apenas de um passo já validado, duplicar tudo cria manutenção desnecessária. Use o guia para copiar ações entre macros nesse caso mais restrito. A diferença é simples: copiar uma ação acrescenta um comportamento a outra macro; duplicar cria uma versão independente da automação inteira.
Prepare uma origem útil antes de criar a cópia
Execute a macro de origem uma vez num perfil controlado antes de duplicá-la. Confirme a tela inicial, a resolução do emulador, as condições visuais e o estado final esperado. A cópia preserva a configuração existente; ela não transforma um fluxo incerto em um fluxo confiável.
Dê à origem um nome e uma descrição que indiquem sua finalidade. A duplicação mantém a descrição e acrescenta ao nome um sufixo localizado, como (cópia). Se esse nome já existir, o EmuloAgent adiciona um número a partir de (cópia) 2. Nomes claros ajudam a separar a referência do experimento na lista de Automações.
Se a origem ainda falhar de forma intermitente, aplique primeiro o checklist de estabilização de macros.
Como duplicar uma automação no EmuloAgent
1. Selecione a origem em Automações
Abra Automações e selecione a macro que será usada como referência. O painel de detalhes mostra nome, status, perfis e controles da automação.
2. Escolha Duplicar automação
No cabeçalho, ao lado do controle de edição, use o ícone de duplicar. A dica do botão mostra Duplicar automação. O EmuloAgent faz a cópia em segundo plano, portanto uma macro com vários arquivos de imagem não precisa bloquear a interface principal enquanto esses arquivos são copiados.
3. Aguarde a seleção da nova entrada
Quando a operação termina, a lista de Automações é atualizada e a nova macro fica selecionada. Confira o sufixo (cópia) antes de editar. Se a duplicação não puder terminar por um problema no disco ou no arquivo de origem, o EmuloAgent informa o erro em vez de apresentar uma cópia incompleta como pronta.
4. Abra a cópia e defina sua finalidade
Edite a cópia selecionada e faça a menor mudança capaz de testar sua hipótese. Por exemplo, altere apenas a precisão de uma detecção ou uma espera posterior à ação. Mudar várias configurações sem relação entre si torna difícil descobrir qual ajuste produziu o resultado.
O que a duplicação inclui
O EmuloAgent atribui à cópia um novo identificador interno de macro. A estrutura do fluxo e a descrição são salvas sob essa nova identidade, e a árvore local de arquivos de imagem é copiada fisicamente quando existe na origem. Pastas de imagens já capturadas em resoluções diferentes acompanham a duplicação.
Essa separação traz uma consequência importante: alterações posteriores no fluxo copiado ou nos arquivos de imagem da cópia não reescrevem a macro de origem. Você pode recapturar uma referência na variante e continuar encontrando a referência anterior na versão estável.
A duplicação não garante que toda referência copiada sirva para outro ambiente. Um template capturado numa resolução continua sendo um template daquela resolução. Se a variante trabalhar com outro layout de emulador, versão, tema ou idioma do app, revise regiões de imagem, coordenadas, textos e condições por cor antes de executar. O guia de detecção por imagem, cor e texto oferece um processo de revisão focado.
O que a duplicação não herda
A nova macro começa sem perfis fixados. Isso é proposital: herdar essas associações poderia deixar a referência e a variante preparadas para os mesmos perfis. Escolha onde a cópia deve ficar disponível somente depois de testá-la.
Também é importante saber que uma automação recebida por compartilhamento não pode ser duplicada. O controle de duplicação fica desativado para esse tipo de origem. Quando precisar de um fluxo relacionado, crie sua própria automação e reutilize apenas comportamentos que você tenha autorização para reproduzir.
Esses limites evitam que a duplicação mude silenciosamente a operação da origem ou contorne as regras de compartilhamento vinculadas a uma macro recebida.
Exemplo prático: compare uma variante conservadora e outra mais rápida
Imagine que uma macro estável de apoio a QA aguarda uma imagem de confirmação antes de abrir a próxima tela. Ela funciona com consistência, mas a espera posterior talvez seja maior do que a versão atual do app exige.
Faça uma comparação controlada:
- Execute a referência e confirme a transição esperada.
- Duplique a macro no painel de detalhes de Automações.
- Preserve o nome da origem como referência e renomeie a cópia pela finalidade, como Fluxo de confirmação — espera menor.
- Altere somente a espera na cópia.
- Mantenha a cópia sem perfil fixado enquanto a testa num único perfil compatível.
- Teste tanto a transição normal quanto uma resposta propositalmente lenta.
- Mantenha a configuração mais rápida apenas se a próxima ação ainda aguardar um estado observável de prontidão.
- Fixe a variante somente depois de decidir qual versão pertence à rotina recorrente.
O objetivo não é tornar a macro o mais rápida possível. É comparar uma mudança com uma referência conhecida sem abrir mão dessa referência.
Valide a variante antes de depender dela
Use este checklist depois da duplicação:
- O novo nome diferencia claramente a cópia da origem.
- A macro de origem ainda abre e executa com a configuração anterior.
- A cópia contém os passos, condições e referências de imagem esperados.
- O perfil de emulador selecionado usa uma resolução compatível.
- Coordenadas e regiões de detecção continuam apontando para as áreas certas.
- Somente as variáveis planejadas foram alteradas no primeiro teste.
- A variante foi iniciada a partir de uma tela conhecida.
- Os caminhos de sucesso e falha produzem resultados observáveis.
- Os perfis foram fixados somente depois do teste controlado.
Quando a variante escolhida estiver estável, o fluxo de sincronização e compartilhamento na nuvem pode manter essa macro disponível na sua conta Sertta. A duplicação em si continua sendo uma operação local de edição; subir para a nuvem e compartilhar são decisões separadas.
Experimente sem abrir mão da referência conhecida
Duplicar uma macro cria espaço para uma mudança controlada: preserve a origem que funciona, faça um ajuste intencional numa cópia independente, teste-a num perfil compatível e decida qual versão deve ser usada. Isso é mais seguro do que transformar a única referência estável num experimento sem rastreamento.